Piretróides

Divididos em duas classes, com base de suas estruturas:

  • Piretróides do tipo I, como a permetrina – não contém a componente alfa-cyano.
  • Piretróides do tipo II, como a cialotrina, deltametrina, cipermetrina, entre outras – contém esse o componente alfa-cyano.

A presença ou ausência desse componente determina o tipo de síndrome neurotóxica, os do tipo I causam a clamada síndrome T (tremores), e os do tipo II causam a chamada síndrome CS (coreatetose e salivação).

Caractéristicas

São substâncias lipofílicas, absorvidas rapidante por via oral, dérmica e respitatória, sua biotransformção ocorre no trato intestinal, portanto a toxicidade oral é mais baixa. Os piretróides também são eficientemente detoxificados pelo organismo, podendo ser conjugados com diferentes compostos sendo excretados pela urina ou pelas fezes em baixas porções.

Fonte de exposição

A exposição pode ocorrer de maneira indireta, por meio da contaminação do meio ambiente e/ou dos alimentos, ou direta, por meio da manipulçao do praguicida em atividade ocupacionais, por meio de descuidos na aplicação como a diluição dos produtos que não são de pronto uso.

Mecanismo de ação tóxica

Seu mecanismo de ação é a ativação e abertura prolongadas dos canais de sódio dependentes de voltagem, resultando em uma corrente residual e despolarização prolongada. Os piretróides do tipo II são mais potentes, causando uma despolarização mais prolongada, também atuam como antagonistas nos canais de cloreto do ácido γ-aminobutírico (GABA) no sistema nervoso central e periférico.

  1. Sinais clínicos da intoxicação por piretróides tipo I: inicia – se pela presença de alteração comportamentais e aumento de sensibilidade aos estímulos externos, tremores que pioram até o animal ficar prostado e com tremores generalizados por todo o corpo, aumento da temperatura em decorrencia a excessiva atividade muscular associadas, podendo avoluir oara convulsões.
  2. Sinais clínicos da intoxicação por piretróides tipo II: é caracterizada inicialmente pelo aparecimento do comportamento de escavar ou fazer tocas, profunda salivação, locomoção anormal, tremores generalizados e grosseiros, podendo progredir até coreoatetose (movimentos involuntários) e, gradualmente para convulsões clônicas.

Medidas que podem ser tomadas

O manejo da exposição tóxica a piretróides ou piretrinas inclui monitoramento rigoroso, observação e cuidados de suporte.

  • Via dérmica – banho com água corrente e sabão abundante auxilia na eliminação dos resíduos.
  • Olhos – água limpa corrente empregada emediatamente para lavagem.
  • Ingestão – se o animal não estiver apresentando convulsões, pode – se proceder à lavagem gástrica, uso do carvão ativado e catárticos salino, principalmente na fase precose de intoxicação. 

Frequentemente, não identificam o inseticida utilizado, dessa forma outros agentes devem ser considerados na avaliação, principalmente os organofosforados, que apresentam sinais e sintomas. Estudos anteriores identificaram casos de toxicidade por piretróides inicialmente diagnosticados erroneamente como toxicidade por organofosforados e tratados com atropina, resultando em toxicidade significativa por atropina e óbito.

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